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always where i need to be - |
Estava revendo o filme O curioso caso de Benjamin Button. Já não é tão modinha assim, mas vocês devem lembrar como era e o quanto o Brad Pitt ia ficando mais lindo a cada cena. Com certeza que lembram. E quando revi foi exatamente como quando vi Divã pela segunda vez. Na primeira parece mais um filme engraçadinho com punhaladas bem fundas de drama, o tipo de filme que faz uma piada que te mata de rir e no segundo seguinte diz a coisa mais horrível que te faz chorar horrores.
Reparei um monte de coisas que não vi de primeira, e pensei em escrever sobre um monte delas, mas o que mais me chamou a atenção foi o cara que foi atingido por raios 7 vezes. É a história mais tragicómica de todo o filme, que desperta o espectador de tristeza pra rir da desgraça do cara.
A maior parte das vezes em que ele foi atingido estava do lado de fora fazendo alguma coisa, mas uma vez ele foi atingido dentro do carro, o que me fez pensar que não importa o quanto tentemos não podemos escapar do que quer que seja. Não acredito que Deus - que não tenho certeza se acredito que existe - tenha desenhado num quadro negro um plano de vida para cada recém-nascido e que esse plano seja inalterável. Acho mesmo é que cada um determina sua vida por palavras que disse e que trouxeram ou afastaram pessoas, também pelas pessoas que decidiu ter por perto e que afetaram significativamente todo o seu modo de ser.
De algumas coisas não dá para escapar. Seja um vício, um motivo para tristeza ou para alegria, uma compulsão ou uma depressão. Alguns de nós já vem com sentimentos enraizados e que são difíceis de modificar. Disso não dá pra escapar. Nossas decisões acabam sempre girando em torno do que construímos psicologicamente, do que trazemos como bagagem.
Mas como o cara que foi atingido por raios 7 vezes disse, ele podia estar envelhecendo, se esquecendo das coisas, mas lembrar dos 7 raios sempre o fazia pensar no quanto devia ser grato pela vida, no quão sortudo era.
No final todos somos, não é? =] Independente do que tivesse acontecido diferente em nossas vidas, é nesse mesmo lugar que estaríamos.
Letcia @ 18h03|
Tenho 16 anos, estou no terceiro ano do ensino médio, tentando passar no vestibular de Comunicação Social, mas não pense nunca em me definir porque sei fazer contas de matemática, química ou porque posso saber sobre revoluções liberais e o neoliberalismo. Sou mais do que minhas palavras tentam esconder, e nem eu mesma sei o que quero dizer.
"As palavras têm corpo e alma mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito e ponto. As palavras são sinceras, as segundas intenções são sempre das pessoas. A palavra juro não mente. A palavra mando não rouba. A palavra cor não destoa. A palavra sou não vira casaca. A palavra liberdade não se prende. A palavra amor não se acaba. A palavra idéia não muda. Palavras nunca mudam de idéia." Adriana Falcão
Gosto da Clarice Lispector, do Jorge Amado e do Gabriel Garcia Marquez. Escuto Evanescence, Teatro Mágico, Elis Regina, Amy Winehouse e Roberto Carlos.
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Estava revendo o filme O curioso caso de Benjamin Button. Já não é tão modinha assim, mas vocês devem lembrar como era e o quanto o Brad Pitt ia ficando mais lindo a cada cena. Com certeza que lembram. E quando revi foi exatamente como quando vi Divã pela segunda vez. Na primeira parece mais um filme engraçadinho com punhaladas bem fundas de drama, o tipo de filme que faz uma piada que te mata de rir e no segundo seguinte diz a coisa mais horrível que te faz chorar horrores.
Reparei um monte de coisas que não vi de primeira, e pensei em escrever sobre um monte delas, mas o que mais me chamou a atenção foi o cara que foi atingido por raios 7 vezes. É a história mais tragicómica de todo o filme, que desperta o espectador de tristeza pra rir da desgraça do cara.
A maior parte das vezes em que ele foi atingido estava do lado de fora fazendo alguma coisa, mas uma vez ele foi atingido dentro do carro, o que me fez pensar que não importa o quanto tentemos não podemos escapar do que quer que seja. Não acredito que Deus - que não tenho certeza se acredito que existe - tenha desenhado num quadro negro um plano de vida para cada recém-nascido e que esse plano seja inalterável. Acho mesmo é que cada um determina sua vida por palavras que disse e que trouxeram ou afastaram pessoas, também pelas pessoas que decidiu ter por perto e que afetaram significativamente todo o seu modo de ser.
De algumas coisas não dá para escapar. Seja um vício, um motivo para tristeza ou para alegria, uma compulsão ou uma depressão. Alguns de nós já vem com sentimentos enraizados e que são difíceis de modificar. Disso não dá pra escapar. Nossas decisões acabam sempre girando em torno do que construímos psicologicamente, do que trazemos como bagagem.
Mas como o cara que foi atingido por raios 7 vezes disse, ele podia estar envelhecendo, se esquecendo das coisas, mas lembrar dos 7 raios sempre o fazia pensar no quanto devia ser grato pela vida, no quão sortudo era.
No final todos somos, não é? =] Independente do que tivesse acontecido diferente em nossas vidas, é nesse mesmo lugar que estaríamos.
Letcia @ 18h03|